Um outro estereótipo que corre é o de que as mulheres são muito solidárias e têm uma liderança partilhada, num modelo de cooperação e diálogo. Tal não é verdade. Pode ser que o seja para uma moderna aluna de gestão, eivada já de uma dose razoável de racionalidade e maturidade.
Pode até ser que o seja se, quando ajuda, não vir qualquer possibilidade de superioridade do outro. A mulher só ajuda quem considera inofensivo ou muito útil.
Vejamos. No caso da solidariedade, ela é mais pena, comiseração e uma espécie de ajuda que deixa claro a inferioridade da ajudada, naquele momento. A ajuda de uma mulher nunca é esclarecedora e ela nunca passa para a outra a sua experiência de vida.
Na resolução do problema de uma amiga, a mulher não analisa, não aplica um pensamento crítico e racional, não transpõe, nem infere, não interpreteta e muito menos propõe soluções. Ela usa de novo o silêncio. Então encaminha a amiga para a resignação, o conformismo, a oração ou seus sucedâneos modernos, tipo Maya ou similar. Diga-se que, em geral, a amiga também não quer (não consegue?) racionalizar o problema. Ela só espera ser ouvida, desabafar, sem querer saber se vai tudo ficar exactamente na mesma.
Aliás, creio que o mesmo drama se passa com a educação dos filhos. A mulher tem nas suas mãos a mais importante fase da vida das crianças e não usa de educação racional mas silêncio e manipulação.
Quanto a existir cooperação. Isso não é verdade. Isso só é verdade na medida em que existe, de facto, algo que se assemelha muito à cooperação, no seu aspecto exterior mas que, em geral, não passa de manipulação. De facto, toda a cooperação das mulheres é competição dissimulada. Na realidade, as mulheres (chefes) assumem bastantes vezes uma atitude maternal e usam os sentimentos que se criam para obter o que querem. Contudo, essa cooperação não é bilateral. Conseguido que querem ou se lhes for solicitada, a si, cooperação a resposta é, de imediato, negativa senão agressiva.
Resumindo, não há nenhum tipo de lealdade na atitude das mulheres (honra às escassas excpções). Mas estes comportamentos ainda são mais perigosos porque, de facto, por vezes as mulheres são assertivas. E há nelas por vezes cooperação genuína e alguma comunicação racional. Este é o maior perigo. Generalizar que são sempre assim. Não. Tudo é fluído. Perigoso, incerto. Como em quase tudo o resto, a competição das mulheres é dissimulada,disfarçada de cooperação, de ajuda, de interesse pelo outro. E o perigo reside nesta estratégia de jogar com o binómio (sentimento/culpa); (bem/mal). A mulher consegue o que quer lançando teias emocionais, enredando, criando sentimentos de dívida e de gratidão aos outros, mesmo que nunca tenha feito nada por eles. Neste jogo entra a maior arma, a culpa. Uma mulher não negoceia. Por isso, se se quiser algo delas tem que se conseguir à priori, pois à posteriori já nada se consegue. Bom. É claro que este tipo de comportamento existe em variantes distintas. Mas encontrar uma mulher leal que se exponha e fale assertivamente é raro.
Eu diria até que as mulheres são bem mais competitivas que os homens. São elas que os comandam e manipulam e ambicionam ascender constantemente. E é bem verdade que por detrás de um grande homem há sempre uma grande mulher, a manipulá-lo, claro, no sentido do poder.
E as mulheres causam ainda outro dano. É que muitos homens, fortemente educados pelas mães, funcionam exactamente assim. Leia.
segunda-feira, 14 de Maio de 2007
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