domingo, 12 de Agosto de 2007

MULHERES QUE EDUCAM PARA O ABUSO

Outro facto que me é dado observar demasiadas vezes é o dos abusos de crianças do sexo masculino sobre as mulheres, a começar pelas mães.
Grande mistério é, sem dúvida, este de as mulheres serem as educadoras destes rapazinhos, durante os três primeiros anos de vida, durante os quais supostamente deverão aprender o essencial, e não conseguirem educá-los para o respeito pelas mulheres.
A minha observação tem-me conduzido a observar pequenos rapazinhos que abusam das mães em casa, no supermercado, na praia, no restaurante contando com a sua própria complacência senão aplauso. Também não é difícil observar que as raparigas são educadas pelas mães com elevado sentido de responsabilidade e com o treino de inúmeras tarefas que lhes são distribuídas.
Ao contrário, os rapazinhos são educados…Aliás, nem são educados porque se tem a certeza que a natureza do seu sexo lhes assegura toda a educação, qual capacidade inata.
Nascer com um membro viril assegura, desde logo, capacidades mais elevadas que as das raparigas. Ainda que uma rapariga prove maior inteligência que o irmão, a dele será sempre um dado adquirido e inquestionável que a mãe conhece por intuição.
Um rapaz nasce, assim, com todas as capacidades, competências, inteligência, responsabilidade, esperteza, força, autonomia, etc, etc.
Estas mães consideram que o seu rebento nada precisa de provar, e toda a sua acção não tem que ser orientada, nem contrariada, para que o referido querubim se torne um homem forte e viril, não vá o diabo tecê-las.
É, assim, frequente que o anjo não consiga coabitar com a frustração, com a necessidade de paciência, com a lentidão da aprendizagem, com esforços continuados ou outros tipos de dor a que sempre se é sujeito.
Outra consequência óbvia é que estes rapazinhos terão aprendido, ainda muito jovens, a sentir-se mais poderosos que as mães, a menosprezar as tarefas femininas e a importância das mães, das irmãs, das coleguinhas e das mulheres em geral.
A partir daqui, é natural que estes meninos se sintam superiores e dotados de poderes especiais, face aos espécimes femininos, com o desprezo que tal acarreta, dificuldades e obstáculos inerentes para as meninas.
Aliás, seria maravilhoso que fossem só os elementos do sexo masculino a pensar assim. De facto, as próprias mulheres assim pensam, tornando-se as suas piores inimigas e criando-se obstáculos entre si.
Também muitas práticas no ensino confirmam esta certeza nos meninos, enquanto as raparigas têm que provar de forma exaustiva as suas capacidades, sendo que são vistas como sorte, trabalho extenuado, ou uma anomalia.