terça-feira, 23 de Junho de 2009

COMPETITIVIDADE FEMININA

Durante anos, a mulher foi idealizada e santificada, criando-se um estereótipo de género que lhe atribui características de doçura, submissão, cooperação e nenhuma competição. Hoje, são já comuns os estudos que afirmam que a mulher tem uma natureza muito mais competitiva e até agressiva que o homem. Ao que parece, o pensamento feminino consite na fórmula: "Se eu não sou a melhor, as outras são melhores que eu", o que parece traduzir-se numa luta interminável e na aplicação de severos castigos às concorrentes seja por serem mais belas, inteligentes, magras, aceites, ou amadas.
Tradicionalmente, a atitude competitiva das mulheres, na vida pública, era subtil e traduzia-se pelas suas aquisições e ainda é assim. Competir, em padrões masculinos, com regras, é ainda visto como pouco feminino o que faz com que a competição seja ainda subtil e nada centrada nas capacidades das mulheres. Assim se compreende que as mulheres, colectivamente, prefiram apoiar a mais fraca, ou aquela cujas vitórias se devem aos homens (pai ou marido) e não a si próprias.
Ao que parece só poderá lidar-se com a competição dissimulando, como fazem a maioria das mulheres, de forma cínica, enganando, fazendo imensa batota, recorrendo à fórmula: "foi sem querer" e conseguindo alianças estratégicas.

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